Não é por nada

Não é por que o sol não saiu,
O vento gemeu, a nuvem escondeu,
A voz sumiu e o céu chorou.
Não é porque a vida sentiu,
Meu peito se abriu, meu olho não viu,
E a montanha se abateu.
Não é porque meu canto doeu,
A paz não se achou e a luz não ascendeu.
Não é porque no dia não teve dia,
Não entardeceu.
Não é porque no dia só teve tarde,
Desde que o dia nasceu. Até que então, anoiteceu.
Não é porque o vidro caiu, meu coração se partiu,
Que meu mundo se perdeu.


Estefanie Fernandes Simões

Sou o que sou.

Às vezes tudo que precisamos, é nada além do que uma boa noite de sono pra ordenar nossos pensamentos.
É engraçado como nós seres-humanos reagimos sobre uma pergunta em relação a ficar, namorar, seja o que for.
Eu por exemplo só consigo responder depois de um certo tempo, porque primeiro eu preciso me entender em relação a isso pra depois fazer com que me entendam.
Mas às vezes eu nem me dou ao trabalho, porque todos acham minha maneira de pensar absurda, já que estamos em pleno Séc. XXI onde tudo é permitido [não, não colocarei tudo entre aspas].
Gosto de detalhes, sutileza, o acontecimento natural das coisas, sem encontros marcados por amigos ou por ter achado alguém bonitinho, e quando falo isso me dizem:
“- Você tem que aproveitar mais, porque daqui a um tempo, você vai se arrepender de não ter aproveitado quando era mais nova”.
Eu não preciso ficar com um monte de gente pra aproveitar minha vida, e como assim só vou aproveitar a minha vida se eu ficar com alguém?
Eu sei, que as pessoas tem necessidade do amor, mas não é porque você não ama, que não pode ser feliz.
E, sinceramente, prefiro ficar com três pessoas a minha vida toda e que essas três tenham valido a pena, do que ficar com cem sem que nenhuma tenha me marcado de verdade.


Estefanie Fernandes Simões

No domingo li em um jornal que dia 4 de abril se Cazuza estivesse vivo completaria 50 anos, mesmo não conhecendo toda a obra, gosto tanto tanto de algumas letras que conheço. Lembro das duas vezes que fui assistir o filme no cinema, mas a última teve algo marcante. Fui com as meninas do colégio e entre elas estava a Estefanie [sócia de blog], quando acaba o filme eu olho para o lado e estão todas as meninas chorando! A Estefanie estava aos prantos falando algumas coisas... [e eu sei que ela também não é fãnzona de Cazuza], apesar de ter visto no próprio filme que ele afundou a vida dele, fica a sensação boa de até hoje poder escutar músicas, que das que eu conheço acho esta uma das mais lindas:


Preciso dizer que te amo
Cazuza

Bebel Gilberto


Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pr’eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser seu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada gesto teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto



Sempre com Música.

Ontem [dia 1º de abril], eu vi a entrevista da Mallu Magalhães no Jô [sim, meu mais novo vício musical], mas o que eu achei interessante foi a resposta que ela deu quando o Jô perguntou como ela conhecia Johnny Cash e o Elvis, aí ela respondeu:
- Você já nasce sabendo quem é o Elvis.

Pois é, eu já nasci sabendo quem era o Elvis e todo mundo que eventualmente nasceu depois que ele surgiu. Assim também, como você que nasceu aqui no Brasil também já nasce sabendo que é o Cazuza, a Legião Urbana e esses sucessos dos anos 80. Por mais que você não goste [ou ame], em qualquer rodinha de Rock n' Roll (baby), você ouve falar de Nirvana e Guns n' Roses, assim como o lendário Ozzy [que fará show aqui e eu não irei ¬¬], Led Zeppelin e Pink Floyd [mesmo que você nunca tenha ouvido uma música deles].

A música [não importa qual estilo seja], faz parte da sua vida!

Quem é que nunca ficou rindo que nem um idiota no meio da rua com uma música [assim como a Ju diz no post aqui de baixo] ?
Quando eu ouvi Bubbly a primeira vez, eu senti uma paz tão grande que eu queria porque queria saber quem era o ser que me fazia rir a toa com uma música que ninguém sabia o nome. Até que eu achei uma moça no Myspace muito simpática e fui ouvir o que ela cantava, foi assim que eu descobri a Colbie [sem nomes ou qualquer referência, pura simpatia visual].
Obs.: Nota-se que eu nem gosto dela. =D

Quem nunca teve uma música pra algum fato marcante da vida?
Quando eu passei no 1º ano do ensino médio, coloquei uma música do Aerosmith e fiquei pulando feliz da vida [Dude - Looks Like A Lady] seguidos de abraços e beijos da minha mãe que tava super orgulhosa.


Quem nunca chegou em casa super cansado um dia e colocou uma música pra relaxar?
Pra mim, música é uma coisa super importante, a ponto de ligar [indignada] pra Ju, porque meu chefe me proibiu de ouvir música onde eu trabalhava.

Quando eu ouço música, é como se toda a paz que o mundo precisa, chegasse até a mim. É como se eu estivesse andando na chuva e nada pudesse me atingir. É como se todos os problemas saissem da minha cabeça restando apenas paz e felicidade.
É quando realmente me sinto completa.

Boa semana musical a todos!


Ass.: Estefanie Fernandes Simões.