Mas tá bonito...

Depois de muita conversa >

"- vamos mudar o blog?
- vamos."

Depois de muita pesquisa.

+/- 3 horas mais tarde >

"- Cansei de ver, tô estressada.
- Também. Vou ver House!
- Então depois a gente vê"

no dia seguinte uma longa discussão >

"- Olha esse aqui...
- Eu gostei desse aqui...
- Foi o mesmo que eu te mostrei \o\"


Tá, eu economizei muitas palavras, mas finalmente o blog tá recauchutado! [*aplausos*]



Ps.: Aquilo ali no canto superior do lado esquerdo da sua tela não é o símbolo da record.

Nem tudo está perdido

Estou realmente muito incomodada com uma coisa [e isso me fez parar de arrumar o meu quarto que está implorando pra ser arrumado], pra sair de uma hiperatividade que diverte outras pessoas, pra uma tremenda irritação, vou explicar.

Existe uma certa menininha que está fazendo um certo “sucesso” com a qual eu me encantei, e a Ju [a pessoa que divide este blog comigo], me mostrou que algumas pessoas comentaram no youtube, que a Mallu Magalhães [a tal menininha], era uma farsa só por se mostrar um tanto ingênua e tímida [ah lá caipira] na tv. E eu toda empolgada achando a menina uma fofa, a coisa mais apertável do mundo.
Ela tem 15 anos, toca violão, canta e toca gaita e algumas pessoas fazendo tais críticas acima, eu irritada comecei a conversar com a Ju, que me disse:
“Eles não estão acostumados com pessoas de 15 anos fazendo sucesso, tocando violão e sendo inocentes...” [todo mundo precisa ser igual a Britney?]. Nossa, como isso me deixa triste, não que eu seja a pessoa mais bondosa [não sou], ou mais solidária do mundo todo, mas pelo amor de Deus, um ser com 15 anos, é uma criança, tenham dó!

Se as crianças de hoje em dia estão pedindo camisinha e isso está se tonando uma coisa normal, é outra coisa, mas não deixam de ser crianças. Assim como essas crianças de 15 anos que estão engravidando [imaturidade para fazer sexo resultando em gravidez, um exemplo de que ainda são crianças], existem crianças de 15 anos que estão aptas a evoluírem de acordo com a idade e procurarem algo de útil pra fazer e sim, serem tímidas, assim como a Mallu [não sei se ela é tímida, mas é o que parece].

Gente pode ser um choque a revelação que vou lhes fazer, mas inocência, ainda existe!

Não estou levantando uma bandeira a favor da Mallu, não é isso, mas existem pessoas que são inocentes aos 15 anos, vocês podem ficar chocados [como ficaram], mas ainda existe. Assim como existe gente inteligente, com outros talentos e vários outros atributos além de dançar créu e engravidar aos 15.

Ps.: Adorei essa coisa de reclamar aqui o/

Ass.: Estefanie [indignada]

Do Pouco.

Sinto falta do pequeno, do simples,
das pequenas coisas que ninguém repara.
Do riso de felicidade de uma pessoa no trem.
Do estar cansado depois de um dia de trabalho
Daquilo que ninguém repara.
Do jeito que o cabelo da menina fica, quando ela
inclina um pouco a cabeça pra direita, ou quando ela ri e
suavemente inclina seu corpo pra frente colocando a mão na boca
e o farfalhar dos seus cabelos é quase que mágico.
Ou quando o rapaz olha para a jovem a sua frente e com um pouco de
cautela fingi que não estava olhando e enquando os dois ficam nesse jogo,
os olhos brilham, os lábios são mordidos e que no sorriso envergonhado,
há um tom de vermelho nas maçãs do rosto.
Ou no tique do moço que senta e não para de se mexer.
Na Mulher que lê um livro em plenitude e nada faz com que ela pare de ler.
Ou no Ambulante que passa vendendo de uma maneira inovadora.
As flores rosas em meio as árvores que não sei o nome.
O céu quando a lua aparece. A lua, tão branca, tão sozinha.
Nossa, como eu amo a lua!
Se você imaginasse o céu como todo que é, a lua seria e é minúscula,
mas sempre se faz tão presente... isso me fascina!
Gosto de observar essas coisas e admirá-las.
Gosto do que chama atenção. Não gosto de chamar atenção, me solto em locais desconhecidos, porque ninguém me nota, e se me nota não diz, e se não diz, não percebo e fico mais feliz assim, [pois não sou tão interessante ao ponto de ficarem me observando, mas minha opinião não vale] ,pois não gosto de ser observada, gosto de ficar na minha, sem ninguém notar.
Eu gosto dessa pequena solidão que faz parte de mim.

Eu gosto disso, do pequeno, e não peço muito, gosto do pouco e das pequenas coisas, porque é nas pequenas coisas que me completo.

Ass.: Estefanie

Alguns momentos com o Tempo

Realmente poderia comportar-se de várias formas diferentes e melhores, mas é assim que fica por um tempo, não é controlado, não é de propósito, acontece e não há felicidade nisso. Depois de uma infância regada a machucados, cicatrizes, feridas, o pior de crescer é que pára de machucar a carne e fere-se com facilidade a alma, aaah, essas feridas são intensas, prolongadas por noites de choros, pensamentos de “porquês”, “comos” e “poderiam ser diferentes”, mas palavras do Aslam fazem tanto sentido.

“Dizer o que teria acontecido? Não, a ninguém jamais se diz isso.

Oh, que pena! – exclamou Lúcia

Mas todos podem descobrir o que vai acontecer – continuou Aslam.”

E essa caminhada segue, não dá para parar [ta, dá sim, mas não por muito tempo], e quando menos se espera parece que o sol sorri para você dizendo: “é hora de abrir as janelas, deixar os raios entrarem, o vento refrescar o ambiente, ver folhas antigas caírem e novos ramos surgirem” [gosto de pensar nisso às vezes], mas passa-se muito tempo dentro de casa, aquele inverno que durou, o sol tá te chamando é para tentar e não para acontecer, é treinamento, é vontade. Alguém já viu O Jardim Secreto? O garoto teve que aprender, na verdade todos aprenderam.

E vai pescar na mente tudo que há de bom, e afundar no rio tudo que não é bom, não é a idéia de esquecer, é a idéia de fazer o positivo ser mais que o negativo. É a coisa de sorrir das coisas mais bobas, de voltar olhar estrelas, de admirar a lua e conversar com Deus no quintal, é correr do amigo na praia, é abraçar por longo tempo, é rir das coisas que ele fala e que não fazer idéia da graça, mas tem toda a graça, é ouvir música de olhos fechados, é querer que a chuva molhe você, são tantas as coisas, tantas...

Ter lembranças é ótimo, fazer lembranças ótimas é melhor ainda.

“[...]. Só quem já provou uma comidinha quente preparada pela tia ou um suquinho fresquinho da fruta que a funcionária da casa acabou de colher do pé sabe que a lasanha de microondas não tem gosto de nada.

Só quem recebeu uma carta – aquelas coisas que os antigos usavam para contar suas vidas, dar seus recados, começar e romper romances – reconhece o valor de um texto escrito a mão.

Só quem já dormiu depois de um longo cafuné, teve cravos espremidos – um a um – pela prima, jogou buraco com os amigos madrugada adentro e fez colagens de fotos (aplicadas com recortes de revista) é capaz de grandes atitudes.

Porque todos esses gestos – e tantos outros mais – precisam de tempo. Tempo bem gasto, bem empregado, dividido, doado. Tempo que só encontra com muito amor.”

- O maior e único luxo – Bruno Astuto

Ainda bem que mesmo não seguindo passo por passo, já fiz tudo isso.